Clube Ornitófilo Ribatejano

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Entrevista ao Sócio Nelson Faustino


"Vou ficar realizado quando for Campeão Nacional. Estou a trabalhar para lá chegar!"

Continuando a dar voz aos Sócios do COR, Nelson Faustino, criador de canários de cor e de porte, revela o que o levou a tornar-se criador de canários e quais os seus principais objectivos para o futuro.

Como surgiu o seu interesse pela Ornitologia?
O meu interesse pela ornitologia surgiu desde muito novo, pois sempre tive pássaros. Tudo começou com um pintassilgo, seguiram-se os periquitos, pássaros do campo e mais tarde canários.

O que o fez aprofundar o tema e tornar-se criador de aves?
O que me suscitou aprofundar e tornar-me criador de canários, foi uma visita ao jardim zoológico onde estava uma exposição de canários. Fiquei maravilhado com tantas raças e mutações pelo que a partir daí comecei a desenvolver os meus conhecimentos pela canaricultura.

O que retira de motivador desta atividade que não revê noutros hobbies?
Criar canários é extraordinário! Dá-me prazer acompanhar todo o ciclo de vida das aves desde a criação, muda, preparação para exposições e obviamente ver os resultados obtidos no final, é muito gratificante.

"A avaliação que faço da organização da generalidade das exposições é positiva, pois criticar é fácil, fazer é que é mais difícil!"

De que espécie(s) é criador? Porquê essa(s)?
Atualmente dedico-me exclusivamente à criação de canários, tendo duas raças de cor e uma de porte. De cor tenho branco recessivo e lipocromo amarelo nevado e intenso; no porte tenho poupa alemão. Os brancos recessivos para mim são dos canários mais bonitos em exposição. O poupa alemão é um canário de cor com uma poupa específica.


Que características realça no seu plantel e que aspetos pretende melhorar?
O meu plantel é constituído maioritariamente por brancos recessivos que têm uma qualidade mediana. Em exposições regionais dão para lutar pelas medalhas. Para o Campeonato Nacional tenho ainda de melhorar um pouco.
Este ano estou a criar com cerca de 14 casais, no entanto, para a próxima época tenho como objetivo aumentar para o dobro dos casais reprodutores. Pretendo adquirir 3 ou 4 casais de lipocromo amarelo de boa qualidade este ano, pois o meu objectivo é ser Campeão Nacional, em todas as raças que crio.

De que depende o sucesso de uma época de reprodução: da genética, da alimentação, dos cuidados de higiene?
Uma época de reprodução depende de todos os cuidados essenciais para a boa saúde das aves. Consiste numa boa alimentação, uma boa higienização das aves, gaiolas e utensílios usados no manejo, água sempre limpa, um multivitamínico de boa qualidade. Espaço adequado em termos de área, ventilação e luz em função da quantidade de aves que se vai criar. É importante nunca sobrelotar um espaço com aves em demasia, pois vao adoecer certamente.

Como planeia a época de exposições e que critérios usa para decidir em quais participar?
Em relação ao planeamento para as exposições, geralmente participo em duas por ano, pois a quantidade e qualidade de aves obtida é pouca. Criando com 14 casais e quem cria canários sabe que é pouco para se apurar meia dúzia de aves de qualidade para concurso. Para exposições regionais vai dando! No próximo ano se aumentar o plantel como pretendo, em principio vou ter mais escolha.


Que cuidados tem na preparação das suas aves para as exposições?
A preparação das aves para exposição começa quando elas se tornam independentes. As que sobressaem vão para gaiolas individuais. O banho é fundamental e um mês antes da exposição as aves são colocadas em gaiolas de exposição para se ambientarem ao espaço. Uma semana antes, todas as aves são lavadas manualmente e colocados em gaiolas individuais. Essencialmente é esta a forma como preparo as minhas aves.

Como avalia a organização e o nível competitivo dos eventos em que expõe as suas aves?
A avaliação que faço da organização da generalidade das exposições é positiva, pois criticar é fácil, fazer é que é mais difícil! Em relação à competitividade, nas mutações que crio é forte, havendo sempre quantidade e qualidade a competir. Em algumas mutações onde por vezes se concorre sozinho, deve ser desmotivante não ter com que comparar as nossas aves, o nosso trabalho, para mim era frustrante! Outros vangloriam-se que são campeões, mas cada um com a sua ideia.

Quais os êxitos que destaca do seu palmarés ornitológico e o que (ainda) pretende alcançar?
O meu palmarés não tem nada de especial. Vou tirando por vezes alguns resultados como todos nós, mas vou ficar realizado ao nível deste hobbie quando for Campeão Nacional. Estou a trabalhar para lá chegar!

Que conselhos pode adiantar a quem está a iniciar-se na Ornitologia?
O que posso dizer a quem começa este hobby é gostar das aves, ter tempo para lhes dedicar e muita paciência, pois as coisas nem sempre correm bem e não desistir ao primeiro contratempo é fundamental. Ler e ver vídeos relacionados com o tema, conviver com pessoas que sejam criadores, pois aprende-se sempre alguma coisa. É importante possuir condições para alojar o número de aves que se quer ter, começando com 3 ou 4 casais para se ir ganhando experiência.

"O meu objectivo é ser Campeão Nacional, em todas as raças que crio"

Que vantagens encontra em fazer parte do Clube Ornitófilo Ribatejano (COR)?
É sempre bom pertencer a clubes, pois conhecem-se pessoas com outras vivências e conhecimento. Pertencer a um clube é fundamental para quem quer expor, pois é necessária a aquisição de anilhas oficiais, sendo estas requisitadas nos clubes.

Caso pudesse dirigir uma sugestão de melhoria à atual direção do COR, qual seria?
Penso que o COR está no bom caminho, visto que o que se propuseram a fazer para os próximos dois anos é suficiente. Não tenho nada de novo a acrescentar.

Agradeço a oportunidade de dar a conhecer um pouco do meu percurso embora ainda no ínicio deste hobby maravilhoso. Estou ao dispor para ajudar no que me for possível! Podem contactar-me pelo email nelson.jose@sapo.pt


Entrevista ao Sócio João Alcobia


"Criar aves faz-me relembrar o meu tempo de infância."

A inaugurar o espaço de entrevistas aos Sócios do COR, João Alcobia, de 29 anos, revela o que o levou ao passatempo da criação de aves exóticas. Respostas que nos fez chegar a partir do concelho de Tomar, onde atualmente reside e prepara as próximas competições.

Como/de onde surgiu o seu interesse pela Ornitologia?
Desde a minha infância que tenho contacto com aves criadas em cativeiro, mas o meu interesse pela Ornitologia só surgiu quando visitei a 19ª Expo-Aves, no Entroncamento.

O que o fez aprofundar o tema e tornar-se criador de aves?
Fiz-me sócio do COR e a Federação Ornitológica Portuguesa atribuiu-me o STAM CZ74. Este STAM serve como um código pessoal de cada criador para poder participar em exposições didáticas e desportivas. Mais tarde, ao iniciar a criação de psitacídeos (aves de bico curvo), que são abrangidas pela lei dos CITES, tive de me registar como criador de aves exóticas no ICNF - Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta, onde me foi atribuído o registo 12PT0241/B.

O que retira desta atividade que não revê noutros hobbies?
Este hobby tem uma parte fascinante: poder ver o desenvolvimento das aves, desde que nascem até que ficam adultas. Isto faz-me relembrar o meu tempo de infância.

De que espécie(s) é criador e qual o motivo dessa escolha?
O que mais me atrai e fascina são os psitacídeos. Neste momento sou criador de:

  • - Psitaculla krameri (ring necks) por ser uma ave interessante a nível das suas enumeras mutações;
  • - Pyrrhura molinae e Pyrrhura hepoxantha, que são duas espécies de aves muito sociáveis e dóceis, ainda pouco trabalhadas a nível didático e desportivo;
  • - Aratinga solstitialis, uma ave que sempre me encantou devido à intensidade das cores (laranja e amarelo) e por serem muito populares - são conhecidas como ‘ave do sol’.

  • Que características realça no seu plantel?
    Neste momento só posso referir-me aos Psitaculla krameri (ring neck), a espécie que mais tenho trabalhado a nível didático e desportivo. O meu plantel tem um nível mutável dentro dos parâmetros do standard das competições, devido à seleção de aves que tenho feito ao longo do tempo.

    Em que momento decidiu levar aves da sua criação a exposições/competições?
    Um colega criador desafiou-me a participar com as aves da minha criação numa exposição e experimentei. Desde aí, tomei-lhe o gosto!

    Genericamente, como avalia a organização e nível competitivo destas provas?
    O nível de organização e competitivo depende muito das exposições e competições. Penso que deveria existir um regulamento que estabelecesse o nível em que o criador se encontra. Consoante este nível, assim seriam criadas exposições ou competições correspondentes, como acontece noutros desportos. Neste momento não há competição real na maioria das exposições porque criadores iniciados concorrem com criadores já conceituados. Só nos campeonatos é que a competição é equilibrada, pois concorrem mais criadores conceituados.


    Quais os êxitos e momentos mais memoráveis do seu palmarés/percurso ornitológico?
    Os êxitos que considero mais marcantes aconteceram no 69° Campeonato Nacional de Ornitologia, em Torres Vedras, em 2014, onde fui condecorado Campeão Nacional em Psitaculla krameri e no 70° Campeonato Nacional de Ornitologia, em Santiago do Cacém, em 2016, onde fui condecorado Bicampeão Nacional em Psitaculla krameri.

    Se pudesse dirigir uma sugestão de melhoria à atual direção do COR, qual seria?
    Podiam pensar em criar um espaço de convívio e lazer para os associados na sede do COR.

    Que objetivos (ainda) gostaria de atingir com as suas aves no futuro?
    Gostaria de ser condecorado Tricampeão Nacional em Psitaculla krameri no 71° Campeonato Nacional de Ornitologia e, futuramente, alcançar o título de Campeão Mundial.


Maquete para pintura do anexo da Sede do COR

Homenagem aos associados

Campeões do Mundo e Campeões Nacionais em 2016

Medalhas dos Sócios do C.O.R. em Campeonatos do Mundo

Fernando Batista

Almeria 2012

1º - Diamante Babete Opala
2º - Diamante Babete Opala

Matosinhos 2010

2º - Diamante Babete Castanho

Francisco Campos

Matosinhos 2016

1º - D. Mandarim Peito Negro Cinzento (F)
3º - D. Mandarim Peito Negro Castanho (F)



José Brogueira

Matosinhos 2016

1º - Equipa D. Mandarim Diluído Cinzento (M)
2º - Equipa D. Mandarim Diluído Cinzento (F)
2º - Equipa D. Mandarim Diluído D.C. Cinzento (M)
3º - Equipa D. Mandarim Diluído Peito Negro Cinzento (M)

mais info

Paulo Ferreira

Matosinhos 2016

1º - D. Mandarim Cinzento (F)
2º - D. Mandarim D. C. Cinzento (F)
2º - D. Mandarim D. C. Castanho (M)
2º - D. Mandarim Combinação de Mutação com P. Laranja (M)
3º - D. Mandarim Cinzento (F)

mais info

Vitor Nobre

Matosinhos 2016

3º - Degolado Ancestral






Vitor Santos

Rosmalen 2015

2º - Red Rumps Opalino
2º - Bourkii Rosa Opalino

Hasselt 2013

3º - Bourkii Fallow